27 de fevereiro de 2012

CEZAR ZILLIG



Meu caro
Dizer algo, “dar um pau”, sobre o prédio de sete andares que se gesta aí na Praia da Armação, o primeiro juntinho ao mar? Sei não! Acho que você, brother, a Acaprena (Associação Catarinense de Preservação da Natureza) e os demais ecologistas utópicos envolvidos nessa luta serão levados de roldão. Olhe a sua volta, cara! Não é aí que se encontra em fase de acabamento um enorme conjunto de prédios com uma enormidade de apartamentos? Tudo com o aval do Conselho Municipal da Cidade, que diz “primar pela qualidade paisagística e ambiental”?

O problema é que o conceito de “qualidade paisagística e ambiental” deles e o seu, o nosso, são diametralmente opostos. Enquanto defendemos que quanto menor a interferência da ação humana, “antrópica”, melhor a qualidade da paisagem, o pessoal do Conselho Municipal acha que a paisagem melhora se ornada de predinhos. Quanto mais e maiores, mais lindo. O sonho deles é fazer da Penha, da Armação, algo como Balneário. Estão seguindo o mesmo caminho: primeiro os prédios e depois, lá pra frente, quando o cheiro de cocô na praia principiar a catingar de forma insofismável e insuportável, aí se pensará em coisas aborrecidas como “Estação de Tratamento de Efluentes”, etc. Fica calmo, cara, não perca o seu sono, pois as coisas acontecerão como eles querem que seja, como quer a maioria por aí, por aqui. Para eles, os deslumbrados com asfalto, com prédios etc., adeptos do progresso desordenado, predador, não passamos de uns poucos “ecochatos”, estraga prazeres!

Fica frio: os cocôs e os xixis dessa multidão de novos frequentadores de sua praia desaparecerão, como num passe de mágica, graças ao uso de produtos químicos facilmente manuseados e monitorados por qualquer peão. Não foi isto que a empresa de assessoria química que eles contrataram disse? De “simples controle operacional, não requerendo mão de obra especializada”? Logo você, químico a vida toda, não confia na infinita capacidade da ciência, da tecnologia, da química? Homem de pouca fé! É isto que dá ler coisas da EPA (Enviromental Protection Agency). Xi, o espaço está acabando não vai dar para falar sobre seus receios de contaminação da praia, mar, peixes, mariscos, etc. pelos cancerígenos compostos Organo-Halogenados Adsorvíveis (AOX), resultante da pesada cloração da água, etc. etc.


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2 comentários:

Anônimo disse...

O referido conjunto de prédios terá 10 torres com 45 apartamentos cada totalizando 450 aptos.
Em um calculo básico temos:
3 moradores em média por apto.
135 moradores por torre.
1350 moradores no total.
150 gr. de cocô por dia (por baixo, fora o churrasco!)
150 ml. de xixi por dia (se não rolar uma cerveja)
Igual:
1350x150 gr.= 202,50 kg/dia
135x30 kg = 6075 kg/mês de cocô!!!
E a mesma quantidade em litros de xixi!
Haja cloro!!!
Não é a toa que o vizinho da frente (Wander Weege) já botou a casa a venda.

Anônimo disse...

A beira-mar de Armação está há tempos tomada por uma centena de milionários,quer certamente gostariam de ficar com a praia somente para eles.É logico que se sintam incomodados com novos empreendimentos que irão trazer mais gente, de variadas classes.É utópica essa pretensão em um País com população crescente,como no Brasil.As consequências negativas (poluição)podem ser minimizadas.Experiencias em outros países provam isto.Se as autoridades falham neste aspecto, é para elas que devem ser dirigidas as cobranças.Quem critica o asfalto,é porque nunca morou numa rua poeirenta.Não há qualidade de vida com lama e poeira,e o próprio barro é lavado para os rios.Em suma, é pano pra manga...