27 de janeiro de 2012

SOBRE POMERANOS/POMERODENSES



Minha amiga AGELINA WITTMANN - arquiteta, historiadora, ambientalista, ecologista, defensora dos animais - publicou no Santa de hoje, artigo muito interessante que aborda o comportamento do pomerodense.

Merece leitura.

O comportamento alemão

Há alguns dias, durante a Festa Pomerana, alguém nos fez o seguinte comentário: “... O pessoal de Pomerode é muito sério! Eles não se soltam, ficam sentados. só apreciando... São de poucas palavras, quase sisudos.” Vamos buscar respostas na história e observar “a colcha de retalhos” cultural que é a Alemanha, unificada somente em 1871, época na qual muitos imigrantes (a partir de 1850) ainda chegavam ao Vale do Itajaí.

A unificação da Alemanha vingou a partir da disciplina militar e de outras características do povo prussiano, de onde saiu o primeiro imperador alemão – Guilherme I. Os pomeranos, que faziam parte do povo prussiano, ocupavam parte da região Norte do atual território alemão e do polonês, na época. Os governantes prussianos adotaram e enalteciam a prática das “virtudes prussianas” também na Alemanha unificada, que eram a organização, o sacrifício, o estado de direito, a obediência à autoridade e o militarismo.

O imperador Guilherme I permitiu que a Baviera e a Saxônia continuassem na livre prática de sua própria cultura e esta recebeu influencia dos celtas, romanos e francos. Em 1806, o duque de Baviera se tornou o rei do estado e neste tempo a Baviera obteve os territórios da Francônia e Suábia. Regiões de onde vieram alguns dos antepassados de algumas famílias que fundaram o Centro Cultural 25 de Julho, de Blumenau.

Podemos afirmar que os moradores de Pomerode (descendentes dos pomeranos) tenham, em si, ainda, muito das “virtudes prussianas”. É por isto que, em alguns momentos, nos parecem tão sérios e sistemáticos, quase rudes, em seu comportamento, características necessárias naquela época de conflitos. Mas podemos afirmar também que desejam se divertir e se vestir como os alegres bávaros do Sul da Alemanha. Muitas vezes assim o fazem, sem conhecer o real motivo e acreditam que todo alemão se veste de “ Frida” e “Fritz”.

Ouvimos com frequência: “Alemão é isso, é aquilo, é assim...”

Dizemos: “Depende de qual região da Alemanha são suas raízes.”

ANGELINA WITTMANN|Arquiteta


FONTE: WWW.SANTA.COM.BR
PUBLICADO POR INDICAÇÃO DE LEITOR(A).

O SAUERKRAUT É DOS POMERODENSES!!!

18 comentários:

Anônimo disse...

Já tinha lido no Santa!

Legal que o sr. postou.

Anônimo disse...

são características de cada região, como temos aqui no Brasil, onde são maiores ainda as diferenças. Não há melhor, nem pior. Características próprias que devem ser respeitadas

Anônimo disse...

Mto interessante o texto.
soube escrever com suavidade e relatar as peculiaridades dos desbravadores do rio do testo.
Sabe assimilar e tolerar com consciência as virtudes e alguns deslizes da comunidade local, que trabalha mto e com responsabilidade, obedece aos superiores e autoridades, tenta manter tradições, preservar o que for possível, além de outros princípios históricos.
Leitura agradável.
As entidades constituídas poderiam convidá-la (contrato) para palestras/debates, com adolescentes e jovens, que ajudaria sobremaneira na formção da personalidade e na politização dos jovens/adolescentes locais.

Anônimo disse...

podemos ter ancestrais na Alemanha, mas nossas raízes já estão fincadas no Brasil há mais de cem anos !

Anônimo disse...

Passam gerações, em qualquer lugar do mundo, Pomeranos e sentimentos pela terra ancestral. Grato!

Anônimo disse...

Evidentemente certos costumes ,hábitos,podem perdurar em um sociedade por várias gerações!

Anônimo disse...

13:58

Tens razão! Mas a educação daqueles que tem 30, 40, 50 anos ou mais, espelha a sua ascendência.

Beto Ramlow disse...

Poxa. Finalmente um texto merecedor de nota 10.
Parabens a Sra AGELINA WITTMANN.

Realmente o "Pomerano"é isso mesmo. Sinônimo de bravura, corragem, determinação e pronto para a guerra seja la qual for o desafio.

E tem outra. Pomerano detesta os sulistas da Alemanha. Nunca na história se deram bem.

Fica a Pergunta , porque a Festa POMERANA os figuras se vestem de calças de couro e outros trajes típicos da Bavária?

Quem sabe algum dia alguem resgate a identidade Pomerana e mostre a cidade suas raízes.

Enquanto isso aguardemos as batalhas de Outubro.

Conselho: vamos comer alguns ovos de codorna gentilmente cedidas pelo Sr J M da Bosta e tomar um choppe bem gelado em cima para esquecer os últimos 4 anos.

Anônimo disse...

17:07 Genaus dass

Anônimo disse...

Meu cara se esse povo é sinônimo de bravura, deixou ao desembarcar.

Anônimo disse...

18:37

Vais ver!!!!!!!

Anônimo disse...

O povo Pomerano e Bávaro nunca se deram bem durante a história, devo confirmar isto que nosso colega postou! Mas devemos também instigar a todos aqui no Brasil, independente de onde vieram e como vieram, a exaltar acima de tudo a sua germanidade! Sendo com trajes do Norte ou do Sul, somos todos decendentes do Bravo e Forte povo alemão! Não vamos nos prender a regiões, é interessante saber? sim é, mas vamos dar as mãos uns para os outros aqui e manter viva todas as tradições. Minha oma é decendente de pomeranos e meu opa de bávaros... o lema aqui em casa era, "Somos todos de sangue Alemão". Um grande abraço ao Herr Bachmann e aos colegas que participam, e parabéns pelo Blog e pelas postagens relativas a história de nossos antepassados. Grüßens

Anônimo disse...

Bem observado sobre os trajes. Vale lembrar que o lederhose não é usado só na Bavária mas também nas duas partes do Tirol, a parte austríaca e a parte italiana, esta última chamada Trentino de onde vieram a maior parte dos italianos do Vale. E apesar disso os trajes e músicas que se vêem em festas típicas italianas são aqueles do sul da Itália (lembrando que italianos do Norte e do Sul também não se dão bem, em geral).

Enfim, uma salada cultural completa...

Anônimo disse...

a questão dos trajes é complicada. Adotou-se muito o traje do sul, poi eles tem um verão razoavelmente quente, e conseguimos usá-lo na nossa região, que é muuuuuito quente. Os trajes Pomeranos, apesar de belíssimos, são quentes, grossos, de lã tecida tear, para resistir ao inverno do mar do norte. No verão lá, é coisa de 18 graus. Fica complicado.Mesmo fazendo com tecidos mais leves, são trajes com várias camadas, e todos longos. (não existe traje Pomerano curto)

Anônimo disse...

De novo essa discussão de panos. O descendente de alemão leva pelo Brasil a fora a pecha de fechado de sisudo, de durão. São há argumentos contra isso. Isso nos torna mais introspectivos e porque nao dizer depressivos também. Temos que concordar que nossos irmãos genuinos, os brasileiros natos são muito mais abertos e recetivos. Mas também é inegável que o alemão aqui do sul leva a pecha de qualidade de competência etc. Mas que precisamos aprender um pouco com todos, isso precisamos.

Anônimo disse...

Os designers poderiam criar um traje pomerodense.
Poderiam continuar com os atuais trajes, mas, por que não criar algo pomerodense, bem original, com tecidos leves.
Bem, os entendidos podem resolver isso.

Anônimo disse...

sim, de novo, pois muitos leigos não conhecem, e opinam, mas sem conhecimento

Anônimo disse...

realmente trajes de lã para nosso clima são impraticáveis. Acho que cada um veste o que lhe faz feliz e pronto. tem coisa muito mais importante aí pra ser vista