
"15/05/2010 | N° 11939
GESTÃO PÚBLICA
Deputado tem bens bloqueados
FLORIANÓPOLIS - O juiz da Vara da Fazenda Pública da Capital, Luiz Antonio Fornerolli, determinou o bloqueio dos bens do deputado Gilmar Knaesel (PSDB) no valor de R$ 434 mil. A liminar atende pedido da ação civil pública proposta pelo Ministério Público por ato de improbidade administrativa que teria sido cometido quando Knaesel ocupava o cargo de secretário de Turismo.
A ação do MP foi baseada em um relatório da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), concluído em agosto de 2008. Os promotores afirmam que o montante (R$ 434 mil) foi gasto irregularmente na reforma e aquisição de equipamentos para a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte. Segundo o MP, Knaesel teria usado uma situação de danos provocados em consequência de um incêndio para reformar e equipar o auditório e as dependências da secretaria.
O incêndio ocorreu em dezembro de 2007 e, no mês seguinte, foi feito um processo de dispensa de licitação para contratar a empresa Kerberos Inovações Empresariais. O valor inicial do contrato foi de R$ 599 mil, mais tarde houve um aditivo de R$ 277 mil, totalizando R$ 876 mil.
Para os promotores Durval da Silva Amorim e Marina Modesto Rebelo, além do reparo das áreas danificadas pelo fogo, também foram reformados ambientes não atingidos pelo incêndio, como o gabinete do secretário, o lavabo, a sala de reuniões e o auditório. Na ação, o MP argumenta que, além da contratação irregular, houve superfaturamento no preço dos materiais comprados. O projetor da marca Sony comprado para o gabinete do secretário, por exemplo, tinha preço médio de mercado de R$ 3,9 mil na época, mas a Santur pagou por ele R$ 20,2 mil, conforme apontou relatório do TCE. Também foi comprada uma cortina para o auditório, por R$ 25 mil, quando o preço de mercado seria R$ 3 mil.
– Se tratou de verdadeira reconstrução dos ambientes, com troca desde o piso e luminárias até vasos sanitários, pias e espelhos, incluindo itens luxuosos, a maior parte para o gabinete do secretário – defendem os promotores.
De acordo com os eles, o bloqueio dos bens visa a garantir recursos para ressarcir os cofres públicos e alcança também a empresa Kerberos e de Clóvis Margreiter, seu representante. Na ação, o MP pede a condenação de Knaesel e Margreiter por improbidade administrativa, com ressarcimento integral do dano causado aos cofres públicos, perda de função pública e suspensão dos direitos políticos. O MP também requer a anulação do contrato e aditivo firmados com a Kerberos.
Contrapontos
O agora ex-secretário disse que as providências estavam dentro da normalidade:
– Os boletins de ocorrência demonstram a gravidade do incêndio e a empresa contratada foi a que apresentou o menor preço.
Segundo Knaesel, a empresa foi obrigada a fazer um número de serviços maior do que o contrato previa, pois, durante a reforma, foram constatados problemas não identificados no início.
Quanto aos altos valores pagos, Knaesel alega que as informações foram “mal especificadas” nas notas fiscais.
– Houve o erro de não especificar item por item, mas não houve crime ou sonegação. Estas coisas foram compradas por necessidade.
A reportagem tentou falar com o empresário Clóvis Margreiter, mas ele não foi localizado."
FONTE: WWW.SANTA.COM.BR E E-MAIL DE LEITOR.
Quando irá começar os problemas da atual administração aqui da cidade, quem sabe quando algum comissionado ficar insastisfeito, neste momento eles começam a jogar m.. no ventilador, ou levam para o ministerio público. E bom lembrar que o Sr. Henrique Drews Filho tem condenação por não ter feito licitação para pagamento maior de R$ 8.000,00 ao ano para uma empresa, sendo que nestes casos é imprescendível licitação. Sempre fica rastro, é só aguardar a hora certa.
ResponderExcluirEntão tá, eu aguardarei a hora certa!
ResponderExcluirPode aguardar, mas sentado, tendo em vista que após cassação do Henrique levou mais ou menos 10 anos até ele sentir na carne o poder da justiça.
ResponderExcluirO Poder da Justiça ele já sentiu com a cassação, na carne mesmo a prisão por improbidade administrativa. Tem um monte de ex-vereador da cidade que também estão enrolados com esses processos antigos, funcionários. Em média um processo leva 12 anos, daqui a pouco novidades...
ResponderExcluirSerá que o Jornal de Pomerode publica essa notícia, tendo em vista que é de interesse do eleitor saber o que apronta os políticos.
ResponderExcluirPomerode não precisa de puxada para se manter no noticiário, com bons politícos o nome da cidade fica em destaque.
ResponderExcluirO Jornal de Pomerode publica somente o que for de interesse do Srs. Pizzolatti e Knaesel. Imagina se vai ter menção ao fato.
ResponderExcluirMuitos anos atrás por um bom período, todo dia o Santa publicava uma tira sarcástica ( anos 70 ), referente um prefeito que não queria " estrada preta ", este prefeito ficou conhecido como do " fação ", fomos bem ridicularizados. Algumas semanas atrás em virtude da inércia de todos dos orgãos públicos, a puxada desmoralizou a cidade. Agora os nossos politícos nos colocam na 1º página. Melhorar, estraga.
ResponderExcluirKnaesel demonstra que ele não é diferente dos outros políticos deste país.
ResponderExcluirOs políticos da antiga ( já falecidos ) e outros que eram do bem nessa cidade, devem estar se mexendo no túmulo.
ResponderExcluire por que seria, aí não daria para beber 23 anos, passear de iate em Cambu, etc
ResponderExcluirpolitico e tudo farinha do mesmo saco são poucos os boms, e aqui não e diferente.
ResponderExcluirVoces viram, o JP, mencionou o processo...
ResponderExcluirDeve ter sido a pedido do Knaesel, tendo em vista que o mesmo diz ter sido tudo um engano, coloca a culpa na empresa e nos funcionários do gabinete. A vela está apagando.
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